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XVI Domingo do Tempo Comum

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GIOTTO, Rosto de Cristo
GIOTTO, Rosto de Cristo
17 Julho 2011
Reflexões sobre as leituras
de
LUCIANO MANICARDI
A mansidão faz parte da acção de Deus e é essencial também aos homens e à Igreja. Ela não deve ser sinónimo de fraqueza ou de impotência, mas antes de vontade e de capacidade de dominar a própria força, de a governar, de a domesticar e de a orientar.

Domingo 17 Julho 2011

Ano A

Sap 12,13.16-19; Sal 85; Rm 8,26-27; Mt 13,24-43

A mansidão de Deus para com os homens (I leitura), mansidão narrada pelo dono da seara na parábola do trigo e do joio (evangelho), constitui um elemento unificante entre a primeira leitura e o evangelho.

Constitutiva da acção de Deus, a mansidão é essencial também aos homens e à Igreja. Ela não deve ser sinónimo de fraqueza ou de impotência, mas antes de vontade e de capacidade de dominar a própria força, de a governar, de a domesticar e de a orientar. A mansidão de Deus aparece como paciência, espera pelos "tempos" do homem, confiança no homem: “...porque após o pecado dás a conversão" (Sb 12,19). A mansidão aparece ainda como meio para não excluir, para não extirpar, para não julgar precipitadamente, mas antes como capacidade de viver com o negativo (parábola do trigo e do joio). A mansidão surge como capacidade de impor limites à própria força, como método de convivência que se opõe à lógica da sociedade tecnológica que tem como objectivo o seu crescimento e potenciamento e que tem como admissível e devido tudo o que é tecnicamente execuível.

A parábola do trigo e do joio tem uma dimensão eclesiológica. A Igreja de Mateus é um corpus mixtum, porque dela fazem parte cristãos provenientes do judaísmo e do paganismo, mas também porque nela coexistem fortes e débeis, simples e cultos, santos e outros que facilmente caem no pecado e no vício. E esta é, de facto, a realidade de cada comunidade cristã. Como já era do grupo dos doze reunidos em torno a Jesús. A Igreja aparece assim como uma escola de paciência e uma oportunidade para o exercício da mansidão.


 

Jesús proclama “coisas ocultas desde a criação do mundo” (Mt 13,35) e ao fazer isto denuncia o necessário escândalo que persiste até ao fim do mundo: a presença do joio ao lado do trigo; a presença da divisão e da inimizade que atravessa o campo que é o mundo, mas que atravessa também as Igrejas, as comunidades cristãs e o coração de cada homem. E, em simultâneo, o escândalo da paciência de Deus que deixa que o mal cresça juntamente com o bem e que o ímpio prospere com o justo. Jesús não elimina o joio, não corta a figueira que não dá fruto (cf. Lc 13,8-9), não elimina Judas (Iscariotes) do grupo dos doze, antes inclina-se perante aquele que se fez seu inimigo pessoal, faz-se seu servo lavando-lhe os pés, não intervém para evitar o pecado, mas deixa que o faça, continuando a chamá-lo amigo. E eis que as coisas escondidas desde a criação do mundo, isto é, o segredo da história humana aos olhos de Deus, tornam-se revelação na cruz de Cristo. Escândalo do mal na história e escândalo da paciência de Deus sintetizam-se na injusta morte de cruz do filho de Deus. Eis o mistério do Reino, as coisas escondidas desde a criação do mundo: a cruz divina, aquela cruz que o apologeta Justino via já inscrita na criação.

O anúncio do juízo, presente na explicação da parábola do trigo e do joio (cf. Mt 13,39-43), radica numa pregação que proclama a misericórdia e que propunha uma prática eclesial quotidiana de paciência para com os pecadores. O horizonte do juízo escatológico, que recai sobre cada crente individualmente e sobre a Igreja no seu conjunto, é o que permite ao cristão e à Igreja pôr em prática hoje a paciência que o Evangelho requer. E de lutar contra a tentação da impaciência e de antecipar o juízo. A impaciência consiste na presunção de saber, já hoje, quem é o mau e quem é o bom, qual é o trigo e qual é o joio (plantas que são muito parecidas) e na pretenção de eliminar a segunda para deixar apenas a primeira. 

As parábolas do grão de mostarda e do fermento (cf. Mt 13,31-33) apresentam o desenvolvimento vital extraordinário que acontece a partir de uma semente minúscula semeada na terra (e para os antigos a semente semeada morre) e de um pouco de fermento que escondido na massa a faz fermentar. Estamos perante o mistério pascal, o mistério da morte fecunda de Cristo.

LUCIANO MANICARDI

Comunidade de Bose
Eucaristia e Parola
Textos para as celebrações eucarísticas - Ano A
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